“Ser mulher” em tempos de pandemia

 “Ser mulher” em tempos de pandemia

Neste 08 de março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher, uma data que nos faz pensar acerca da importância da figura feminina, o seu papel na sociedade e no lar. Cada mulher traz na sua identidade a magia e o poder de ser o que se é. São diferenças que a deixam especial, seja pelo simples fato de possuir uma beleza sem igual, mas algo que a permite ser única pelas diferenças de raças, culturas, credos e outras coisas…

Mas, muitas vezes “Ser Mulher” não é fácil, principalmente, quando temos que ser fortes para cuidar de outras de nós para ressoamos a irmandade através da empatia, fé, esperança e fortalecimento mútuo.

Nestes dias difíceis de pandemia, se faz essencial a solidariedade, companheirismo e respeito entre nós, todos os dias são milhares de mulheres, jovens e meninas vítimas de violência dentro dos seus lares, trabalho, comunidade e ambiente institucional.  De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no período do primeiro semestre de 2020, o Brasil registrou 648 feminicídios, um aumento de 1,9% em relação a 2019.

Diante deste cenário, nos resta refletir como se encontram as mulheres brasileiras vítimas de tantas violências, onde na maioria das vezes cometidas por companheiros e parentes? Quem vem cuidando destas? O que tem sido feito para reduzir essas dores e o silêncio? Somos milhões, espalhadas por este país, em diversos espaços e vivendo situações similares de como validar o nosso papel na sociedade, pelo simples fato de sermos mulheres, inclusive, em tempos de pandemia.

Fazendo essencial a prática da sororidade entre nós, mulheres, jovens e meninas que diariamente tem suas vidas marcadas pela estigmatização de que a culpa sempre é nossa. Mesmo possuindo nossos direitos respaldados na Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha), a qual deveria assegurar a proteção de toda forma de violência, todavia, o medo, a insegurança e outras questões contribuem para o silêncio de muitas mulheres.

Desta forma, deixo a mensagem de que nós mulheres, devemos cuidar uma das outras, fortalecendo essa irmandade e respeitando as diferenças, mas, principalmente, possuindo uma escuta empática, não julgadora, e sim, auxiliadora nas causas fraternas, porque se uma sofre todas sofrem juntas, se uma é morta, todas de nós morremos também.

Por:: Jéssica Araújo – Advogada e Sócia-diretora da Elos Conectados

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