Pandemia exige cuidados na gestação

 Pandemia exige cuidados na gestação

Professora da UNINASSAU explica quais atividades a gestante pode fazer durante o período

De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), mais de 7 milhões de mulheres podem engravidar durante a pandemia devido à falta de acesso aos métodos contraceptivos durante o isolamento social, que afeta mais de 47 milhões de mulheres em todo o mundo. O Brasil está nessa estatística. 

Além das gestações não planejadas, existem aqueles casais que estão planejando engravidar durante a pandemia. Neste caso, os profissionais de saúde não desaconselham oficialmente adiar os planos de gravidez durante a pandemia, mas as orientações são de cautela para iniciar a gestação. 

Desde o início da pandemia, em março de 2020, mais de 2,3 milhões de crianças nasceram no Brasil, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O coronavírus impactou na maneira como as mulheres estão lidando com a gravidez, pois a doença traz muitas dúvidas, inseguranças e requer novos cuidados. 

De acordo com o Unicef, no Brasil, as principais orientações são: todas as gestantes assintomáticas ou sem sintomas gripais deverão ter preservado o seu atendimento; não existem procedimentos especiais para mulheres gestantes sem risco epidemiológico; e as mulheres gestantes com síndrome gripal deverão adiar as consultas em 14 dias. Em caso de necessidade, as gestantes devem ser atendidas em local afastado dos demais pacientes. 

No caso das grávidas saudáveis, a orientação é manter acompanhamento médico e psicológico, ter uma alimentação saudável e praticar atividade física: ” A gestante pode e deve fazer atividade física no decorrer da gestação a partir do 4º mês para evitar alguma ameaça de aborto nos 3 primeiros meses. As atividades indicadas são: pilates,  natação,  musculação moderada com restrições de alguns exercícios. O ideal é ter uma orientação de um fisioterapeuta obstétrica ou educador físico especialista em grupos especiais”, explica a professora do curso de Fisioterapia da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau, em Fortaleza, Silvana Montenegro. 

De acordo com a professora, os principais benefícios dessas atividades são: atenuar os efeitos das alterações gestacionais como alívio de dores lombares, correção os desvios posturais,  aumento da capacidade respiratória,  melhoria e fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico que dão o suporte para o aumento do peso do útero. “Tudo isso melhora a disposição da gestante e a qualidade de vida”, justifica. 

Já os esportes de alto impacto não são recomendados, segundo Silvana. ” Esse tipo de esporte não é indicado para grávidas, exceto se for um ciclismo moderado sem ser atividade extenuante”, orienta. Caso a futura mamãe opte por não praticar nenhuma atividade física, poderá ter severas consequências na saúde. ” A gestante pode desenvolver diabetes gestacional e hipertensão durante a gestação e os exercícios previnem estas patologias, inclusive alguns podem ser feitos em casa”, orienta a profissional. 

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