Artigo: Não basta pagar pensão, e o afeto?

 Artigo: Não basta pagar pensão, e o afeto?

Nunca se falou tanto sobre a importância do poder do afeto como nestes tempos de Pandemia, não é verdade? Sentimos falta do abraço, de estar perto dos que amamos, de rever pessoas queridas, ou seja, de viver os nossos afetos.

 Por que, não se pode falar de relações humanas e silenciar com relação a ele. A afetividade é a mola propulsora dos laços familiares e das relações interpessoais, o que veio enaltecer a importância do princípio da afetividade na ciência jurídica, isso mesmo, nem só de leis vive o Direito, ele se rendeu a força dos afetos!!

E quando as relações jurídicas envolvem os filhos. Como ficam os afetos?

Nos processos envolvendo pagamento de pensão alimentícia, nos quais um valor é definido e passa a ser pago pelo pai ou mãe do menor, infelizmente, em muitos casos, a criança deixa de ter o convívio e por consequência o afeto, por opção de um dos pais, com isso, abrindo margem para a configuração de um abandono afetivo.

O abandono afetivo pode ser definido como a falta de cumprimento do dever dos pais de zelar pelos seus filhos, com relações aos deveres inerentes ao poder familiar, mais especificamente das obrigações de ordem afetiva.

E com a exclusão do afeto, aumenta-se os índices de abandono, assim, enfraquecendo o vínculo afetivo, o que gera no menor um sentimento de rejeição, uma fragilidade emocional, e insegurança para prosseguir na vida, e várias outras consequências.

Portanto, quando um casal com filhos opta pela separação, ou quando o menor é fruto de uma aventura amorosa, o pagamento da pensão alimentícia não pode ser visto como o único “laço” que envolve as partes, ou seja, apenas suprir o financeiro não é o suficiente, não diminuindo a importância deste, mas não é.

 Por isso, valorize os afetos e o convívio que tem com o seu filho (a), porque também não basta apenas visitar, a convivência precisa ser mantida, por isso as guardas compartilhadas são tão estimuladas, por ser um modelo de guarda que valoriza o convívio e não a visita.

Com esse movimento, você vai contribuir para o fortalecimento emocional, psicológico e afetivo da criança, afinal de contas, ela não pode ser a responsável pelas frustrações de um relacionamento que chegou ao fim, não é verdade? Valorize os afetos!!

Ana Tarna Mendes – Advogada de Família

Postagens relacionadas

Font Resize