Artigo: Divórcio e o caminho do meio: qual a sua escolha?

 Artigo: Divórcio e o caminho do meio: qual a sua escolha?

Quando um casal decidi contrair o matrimônio, o desejo é que ele perdure por toda a vida, que o amor prevaleça sobre as dificuldades e que uma feliz família seja criada. Contudo, a cada ano o número de separações só aumenta, gerando uma avalanche de divórcios, o que só cresceu com a Pandemia.

Sabemos que uma separação conjugal é um momento doloroso para qualquer casal, decidir romper uma relação não é nada simples, e para quem não deseja esse fim, é mais difícil ainda, vindo os sentimentos de dor, frustração, raiva, e inúmeras emoções e pensamentos.

Você pode escolher o Divórcio Litigioso, mais longo e doloroso, e o Divórcio Consensual, mais célere e menos desgastante emocionalmente. Neste último, encontra-se o caminho do meio. Qual a sua escolha?

O caminho do meio ou do consenso, onde não é o meu direito ou o do outro que prevalece, te convida a deixar as motivações do fim da relação de lado, e focar na solução equilibrada, onde a melhor solução é construída pelas partes, dialogada em todos os seus termos, assim proporcionando um bem estar ao final.

Para isso, também é necessário aceitar a realidade dos fatos, ou seja, o fim da relação, dando um lugar a dor, a frustração, mas abrindo mão do desejo de culpar o outro, julgar, e muitas vezes, maltratar. Sim, é difícil! Mas, ter consciência que o outro não é obrigado a suprir as suas necessidades emocionais, e que você é responsável por si mesmo (a), sendo o arquiteto da própria história de vida, podendo recomeçar, é fundamental.

E ter inteligência emocional é importante para não deixar esses anseios dominar, principalmente, no caso de casal com filhos, onde esses devem ser protegidos e retirados durante o processo de separação, e não vivarem “munição” entre os envolvidos, como infelizmente, vemos nas situações de alienação parental narradas nos processos de Divórcio Litigioso.

Assim, ao optar pelo caminho do meio, a pessoa deve se permitir dialogar, ceder quando necessário, e principalmente assumir uma postura colaborativa, com foco em uma solução que traga paz a todos, com isso, ganhando força para seguir na vida. Qual caminho você escolheria?

Por: Ana Tarna Mendes

Advogada. Professora. Escritora. Mestrando em Ciências Jurídicas, CEO da Consultoria Sistêmica Elos Conectados. Facilitadora de Constelação Familiar. Mediadora Comunitária. Presidente da Comissão de Direito Sistêmico da OAB/CE. Formação em Direito Sistêmico pela CUDEC – Faculdade Innovare Hellinger Sciencia.

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